Mulher morre carbonizada em casa sem electricidade

Agosto 23, 2009

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Por JOANA CAPUCHO, 23 de Agosto de 2009

Incêndio matou idosa e deixou o companheiro gravemente ferido. Electricidade tinha sido cortada por falta de pagamento e, segundo vizinhos, as vítimas da tragédia “viviam agora à luz das velas”, o que poderá ter estado na origem do incêndio.

Uma mulher, de 63 anos, morreu carbonizada na sequência do incêndio que deflagrou na habitação onde vivia com o companheiro e uma tia do mesmo, no número 21 da Rua Cimo de Vila, em Ílhavo. Os idosos viviam sem energia eléctrica, que tinha sido cortada por falta de pagamento, e uma vela acesa terá originado o fogo.

O companheiro, de 71 anos, foi transportado para o hospital com grande parte do corpo queimado e a tia, de 83 anos, sofreu apenas ferimentos ligeiros. Os bombeiros acudiram de imediato ao pedido de socorro dos vizinhos, que chegou ao quartel às 21.55. A electricidade tinha sido cortada e, segundo os vizinhos, as vítimas da tragédia “viviam agora à luz das velas”, o que poderá ter estado na origem do incêndio. Outra das razões apontadas pelos familiares poderá ser o facto do companheiro de Lurdes muitas vezes fumar no quarto e apagar o cigarro em “qualquer lado”.

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A chegada das viaturas de combate a incêndio causou grande alarido naquela rua, onde dezenas de vizinhos e curiosos saíram de suas casas para ver o que se passava. Quando a equipa de socorro chegou, o primeiro andar e a parte superior da cozinha estavam a ser consumidos pelas chamas. O cheiro a fumo sentia-se a largos metros da habitação.

Paulo, um dos três filhos de Lurdes, a vítima mortal, foi dos primeiros familiares a chegar ao local. “Dizem que foi uma vela que originou o incêndio. A minha mãe ainda está lá dentro e o quarto onde ela estava já desabou”, desabafou com o DN, visivelmente emocionado, momentos antes de lhe ser confirmado o óbito.

Os vizinhos lamentavam o sucedido. “Ela teve um AVC e agora não andava. Já deve estar como um carvãozinho”, desabafava uma vizinha que não quis ser identificada. “Durante esta semana vieram cortar a luz e eles agora estavam à luz das velas. Deve ter sido isso que originou o incêndio”, contou ao DN Agostinho, vizinho da família.

José Moniz, comandante adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo, confirmou ao DN que “a baixada da luz estava cortada e, como tal, não existe a hipótese de curto–circuito”. A mesma fonte informou o DN que o cadáver de Lurdes “foi encontrado no meio dos escombros, já na fase de rescaldo, quando estava a ser feita a ventilação”.

Fernando, companheiro de Lurdes, terá saltado pela janela do quarto, no primeiro andar, para se salvar. “Na parte de fora da casa, uma das equipas de primeira intervenção encontrou uma vítima, um homem totalmente queimado”, disse ao DN o comandante adjunto dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo. Depois de transportado para o Hospital Infante Dom Pedro, em Aveiro, o homem foi transferido para a Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra. A irmã deste , contactada pelo DN, afirmou que Fernando se encontrava em coma.

A primeira vítima a ser salva foi Deolinda, a mulher de 83 anos transportada para o hospital de Aveiro em estado de choque, mas sem ferimentos de maior. “O meu pai viu faúlhas a sair da casa, chamou um senhor para ajudar e foram salvar a senhora que estava no rés- -do-chão. A mulher avisou que estavam mais duas pessoas na casa e os outros vizinhos chamaram os bombeiros”, explica ao DN Marco, residente a escassos metros. No local estiveram os Bombeiros de Ílhavo com oito viaturas e 23 elementos, a GNR local e a PJ de Aveiro.

Conhecidos da família disseram ao DN que era habitual o companheiro da vítima usar o dinheiro das pensões de ambos para gastos pessoais. A factura da electricidade ficava por pagar.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Fotos de Joana Capucho

Obras da Refer afectam Centro Hípico

Agosto 23, 2009

Por JOANA CAPUCHO, 22 de Agosto de 2009

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No perímetro urbano da cidade de Ovar, no largo 1º de Dezembro instalado numa quinta, funciona o Centro Hípico de Ovar (CHO), empresa criada há 11 anos para ensino de equitação, treinos, manutenção de montadas de particulares (de competição ou recreio) e hipoterapia. Há cerca de um mês, a vida pausada do Centro Hípico foi fortemente perturbada pela agitação de gruas e maquinaria pesada de construção. Era o início das obras de construção de um viaduto sobre a Linha Ferroviária do Norte nessa zona, a cargo da Refer (Rede Ferroviária Nacional) e da Câmara Municipal de Ovar e que atravessa a área do CHO.

As obras vieram alterar o próprio espaço do CHO: os balneários e casa de apoio ficaram separados da valência principal; a área de aves exóticas e outros animais que fazia parte do antigo centro educativo, no início da empresa, vai ser arrasada, tal como 20% da área de dois picadeiros, que perderão funcionalidade, segundo a empresária do CHO, Ruth Henriques.

Da totalidade dos 35 cavalos que viviam no Centro Hípico de Ovar, 10 já foram retirados pelos donos e os restantes têm a sua psicologia alterada perante o ruído, o pó e a azáfama das obras. Para comprovar, o CHO para a imprensa apresenta um relatório médico do veterinário Miguel Viegas: “um estado de stress permanente desemboca em quadros de cólicas agudas e eventualmente morte ou invalidez permanente. Desde que começaram as obras já foram contabilizados três quadros clínicos de cólicas nervosas e um caso de inflamação aguda”. O trabalho de hipoterapia ficou cancelado. “Tínhamos mais de 20 crianças na hipoterapia, de entidades públicas e privadas, mas deixamos de ter condições “, diz Ruth Henriques., que ontem recebeu da Câmara de Ovar a promessa de tentar resolver o problema com a Refer.

Proprietária quer indemnização

Ruth Henriques diz-se a empresária do CHO, mas não a proprietária do terreno que lhe é arrendado. Fonte da Refer disse ao DN que expropria o proprietário do terreno, mas não se propõe indemnizar a CHO. mas, segundo Ruth Henriques, foi feita uma proposta pela Ferbritas, empresa que processa as expropriações da Refer, em que os donos do CHOreceberiam um montante, pago em duas prestações, para transferir a valência para outro local. “A Refer recusou e disse existirem condições para o CHO continuar no local”, acrescentou a empresária de Ovar. Fonte da Refer disse terem sido tomadas providências no sentido de minimizar os efeitos das obras: instalação de vedações nos limites da expropriação, acessos independentes para os utentes do centro e mobilização constante de um equipamento de rega dos solos para evitar o levantamento da poeira.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Foto de Ana Jesus Ribeiro

Festival do Bacalhau leva novamente as tasquinhas ao Oudinot

Agosto 18, 2009

No âmbito das Festas do Município de Ílhavo – Mar Agosto 2009 – o Jardim Oudinot, localizado junto ao Navio – Museu Santo André, na Gafanha da Nazaré, recebe pelo segundo ano consecutivo o Festival do Bacalhau.

Entre os dias 19 e 23 de Agosto, os visitantes podem saborear o bacalhau confeccionado de diferentes formas, ao som de vários artistas portugueses.

O festival substitui as Tasquinhas do Bacalhau que durante dez anos tiveram lugar no centro da cidade de Ílhavo. Aqueles que se deslocarem ao renovado espaço ribeirinho, Jardim Oudinot, terão oportunidade de provar as iguarias de nove Tasquinhas do Bacalhau e das padeiras de Vale d’Ílhavo.

O certame conta, ainda, com uma Mostra e Prova de Vinhos, cinema ao ar livre, animações, exposições e mostras de artesanato.

 
A música terá presença diária neste festival que acolhe nomes como Just Girls (quarta-feira, dia 19), Just_Girls Roberto Leal (quinta-feira, dia 20), José Cid (sexta-feira, dia 21),josé cid

Per7ume (sábado, dia 22) e Rita Guerra (domingo, dia 23). Rita_Guerra
O festival que atrai milhares de pessoas à Capital Nacional do Bacalhau, organizado pela Câmara Municipal de Ílhavo em parceria com a Confraria Gastronómica do Bacalhau, será inaugurado na próxima quarta-feira, às 18.00, no Navio – Museu Santo André.

Texto de Joana Capucho

Fotos de Ana Jesus Ribeiro

Dois jovens morrem em colisão frontal

Agosto 18, 2009

por JOANA CAPUCHO.16 Agosto 2009

Um jovem de 19 anos e outro de 22 morreram ontem, na sequência da colisão frontal do Volkswagen Polo em que se seguiam com um Mercedes, ocupado por um homem de 59 anos e uma mulher de 70, que sofreram ferimentos ligeiros. O desastre ocorreu às 11.25, na freguesia de São Roque, na estrada nacional 227, que faz a ligação entre São João da Madeira e Vale de Cambra. O aparatoso acidente provocou um corte na circulação de cerca de duas horas e meia.

Os jovens residiam próximo da área onde ocorreu o acidente e os ocupantes do Mercedes estariam na zona para visitar familiares. Moram em Carnaxide, Oeiras.

As vítimas mortais ficaram presas dentro do carro e foi necessária a intervenção de duas viaturas de desencarceramento para retirar os corpos. Fonte dos Bombeiros Voluntários de Fajões disse ao DN que “a equipa médica ainda tentou reanimar um dos jovens, mas já não conseguiu”.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Fajões e os Bombeiros Voluntários de São João da Madeira, com seis viaturas e 18 elementos, a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Santa Maria de Feira, um helicóptero do INEM e a GNR de Cesar e Oliveira de Azeméis.

No IP4, na zona de de Campeã, em Vila Real, a circulação esteve cortada nos dois sentidos devido a um incêndio numa viatura pesada de mercadorias por motivos desconhecidos.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Granadas em casa devoluta

Agosto 18, 2009

por JOANA CAPUCHO,14 Agosto 2009

Uma “quantidade considerável” de granadas e munições foi descoberta ontem à tarde numa casa devoluta, no número 52 da rua do Carmo, em Aveiro, informou fonte da PSP. A casa, situada em frente ao quartel da Guarda Nacional Republicana de Aveiro, pertenceu a um antigo oficial do exército, foi comprada há cerca de 20 anos e nunca mais foi ocupada.

A casa onde foram encontrados os engenhos explosivos está para ser reconstruída e foi nesse âmbito que o proprietário se dirigiu ontem ao local, onde encontrou o arsenal. O homem informou a PSP que procedeu ao registo da ocorrência.

“Aparentemente o material explosivo já estará na casa há muito tempo. É coisa antiga”, disse ao DN a mesma fonte policial que acredita que as granadas e munições podem pertencer ao oficial que residiu naquela moradia.

Fonte da PSP explicou ao DN que, se não houver manuseamento deste tipo de materiais, não existe perigo de explosão e os engenhos podem manter-se inactivos durante vários anos.

A Brigada de Minas e Armadilhas esteve ontem no local e procedeu à recolha dos materiais explosivos.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Brisa recebeu este ano 35 queixas de utentes por apedrejamentos

Agosto 18, 2009

por Joana Capucho, Aveiro 14 Agosto 2009

Desde o início do ano, a rede Brisa (concessionária de 1106 quilómetros de auto-estrada em todo o País) recebeu 35 reclamações relativas a apedrejamentos em viadutos e passagens pedonais – uma média de quatro queixas por mês. O arremesso de objectos contra veículos em movimento constitui crime previsto no Código Penal. A Brisa não se responsabiliza pelos mesmos.

 

Fonte oficial da rede Brisa – que inclui a Brisa, a Brisal e a Auto-Estradas do Douro Litoral – disse lamentar quaisquer danos pessoais que possam decorrer destas situações e confiar “na capacidade dos órgãos de polícia para identificar e deter os autores destes crimes”.

Na segunda-feira foi apresentada à Brisa uma reclamação na sequência do apedrejamento a uma viatura ligeira que causou ferimentos na cabeça de uma criança de cinco anos. O menor viajava no banco de trás no carro da família. Seguiam no sentido norte/sul da A1, quando os pais se aperceberam de um “enorme estrondo” na passagem sob um viaduto ao quilómetro 282, na zona de Santa Maria da Feira. Pensaram que o vidro de trás tivesse rebentado. “Quando o meu marido olhou para trás, viu que afinal era o vidro do lado direito que estava partido. Vimos o menino cheio de sangue e foi o pânico”, contou ao DN Ana Figueiredo, mãe da criança. O menino, atingido por uma pedra “do tamanho de um ovo”, foi suturado e levou cinco pontos.

Ana pretende que sejam atribuídas responsabilidades. “Já fiz reclamação à Brisa, apresentei queixa na GNR e estou também a tentar fazer queixa contra o 112, que não respondeu de imediato ao pedido de socorro, obrigando a que tivesse sido eu a transportar o meu filho ao hospital”, disse ao DN.

“Tais factos configuram questões de ordem pública de natureza criminal, imputáveis a quem os pratica”, reagiu a fonte da Brisa contactada pelo DN.

A lei prevê que o crime de lançamento de projéctil contra veículo em movimento seja punido com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. Se, em consequência do acto forem atingidos veículos e pessoas, o autor pode ainda ser punido pelos crimes de homicídio, ofensa à integridade física (se apenas resultarem danos corporais) ou dano patrimonial.

O DN soube que as investigações para identificar o autor do apedrejamento que feriu a criança de cinco anos prosseguem mas ainda ninguém foi identificado. Ana Figueiredo defende que “a colocação de redes pode evitar estas situações”. Fonte da Brisa disse ao DN que nos viadutos onde estas situações se repetem são colocadas redes, como forma de prevenção. “A prevenção é feita de forma voluntária porque as passagens superiores – viadutos – não integram a rede Brisa”, revela a mesma fonte.

De Agosto de 2008 a Junho de 2009, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) recebeu 86 queixas referentes a problemas com as concessionárias portuguesas de auto-estradas.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Camião larga carga na A1 e causa morte

Agosto 18, 2009

Por Joana Capucho, 9 de Agosto de 2009

Um homem de 51 anos, António Azevedo, residente em Amares, Braga, morreu na sexta-feira à noite, num despiste causado pela carga que caiu de um veículo pesado de mercadorias, na A1. O acidente ocorreu pelas 22.35, ao quilómetro 256, no sentido norte-sul, na zona de Estarreja. A viatura acabou por sair fora da auto-estrada e bater frontalmente numa habitação. Segundo fonte da GNR de Santa Maria da Feira, o despiste “deu-se devido ao facto de existirem objectos na via – caixas com componentes automóveis – e, numa tentativa de se desviar, o condutor ter perdido o controlo da viatura”. A mesma fonte disse ao DN que, ao curvar, o carro despistou-se e foi contra a berma do lado direito, onde terá “levantado voo” e colidido frontalmente com um muro. Já numa estrada secundária, o veículo embateu numa casa desabitada onde ficou imobilizado. Terá percorrido cerca de 300 metros durante o despiste. O motorista do camião responsável pelos objectos deixados na via foi identificado pela GNR numa área de serviço.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Senhorio que matou inquilino ficou em prisão preventiva

Agosto 18, 2009

por JOANA CAPUCHO 11 Agosto 2009 senhorio

Septuagenário está indiciado pelo homicídio de jovem de 22 anos que morava em anexo da sua residência. Companheira da vítima mortal permanece no hospital, mas recupera bem

 

O homem que alegadamente terá disparado um tiro de caçadeira que provocou a morte de um jovem de 22 anos e ferimentos na sua companheira, de 20, grávida de quatro meses, foi ontem ouvido no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro, sendo-lhe aplicada como medida de coacção a prisão preventiva.

Aníbal Simões, septuagenário, foi detido para interrogatório judicial, no domingo, pela Polícia Judiciária de Aveiro, na sequência do homicídio do seu inquilino, Paulo Costa – baleado e esfaqueado mortalmente -, e dos ferimentos causados na sua companheira, Ana Cláudia. O crime terá ocorrido no anexo da vivenda do idoso, no número seis da Rua dos Nautas, em Ílhavo.

Ontem, o suspeito foi ouvido no DIAP durante cerca de seis horas. “Ficou em prisão preventiva. Não existiam muitas provas, mas dada a gravidade da situação foi essa a medida aplicada”, explicou a sua advogada momentos antes de Aníbal Simões abandonar aquele departamento. À saída do edifício, mostrou-se calmo quando foi conduzido a uma viatura por elementos da Polícia Judiciária.

Paulo Costa e Ana Cláudia viviam num dos anexos da vivenda de Aníbal, em Ílhavo, há cerca de seis meses. De acordo com informações prestadas ao DN pelos vizinhos no dia da tragédia, eram frequentes as discussões entre senhorio e inquilinos.

O DN soube que a falta de pagamento da renda de vários meses pode ter estado na origem dos desacatos que culminaram na morte de Paulo.

No local do crime foi encontrada uma arma branca e uma arma de fogo. A vítima mortal apresentava várias facadas nas costas e um tiro no abdómen. Ana Cláudia foi também atingida, mas encontra-se livre de perigo, na unidade de cirurgia do Hospital Infante Dom Pedro, em Aveiro.

Texto de Joana Capucho (Fonte: Diário de Notícias)

Foto de Ana Jesus Ribeiro

Hello world!

Agosto 17, 2009

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